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19novembro

Melhore a sua comunicação com psicologia

Melhore a sua comunicação com psicologia

A Gestalt tem como propósito explicar como é que a nossa mente procurar organizar a informação visual caótica numa lógica que permita obter significados.

A Gestalt, gestaltismo, ou psicologia da Gestalt é uma teoria sobre a percepção visual – criada, no início do século passado, pelo psicanalista alemão Fritz Perls e desenvolvida por outros psicólogos famosos como Max Whertheimer ou Kurt Lewin.
A palavra gestalt significa “todo unificado”, uma frase que captura perfeitamente como nos apercebemos, processamos e unimos partes separadas.

O erro mais frequente, sobre os princípios da Gestalt, deve-se a um erro inicial de tradução: “o todo é mais que a soma das partes". Esta frase bem conhecida não é fiel à essência da Gestalt:

O todo é diferente da soma das suas partes

Esta afirmação implica que a nossa percepção do todo pode ser criada independentemente das suas partes. Dito de outra forma, combinar elementos num todo pode criar algo novo com existência própria.

Para os marketeers, designers e publicitários isto são óptimas notícias!

Porque, apesar de ser maravilhosa, a mente humana não emprega a lógica no que toca à perceção visual. As ilusões óticas são um exemplo entre outros.

E os seres humanos não são autónomos nas suas decisões – pelo contrário, estão sujeitos a vieses internos, pressões externas e uma variedade de outros factores. Isto significa que, como profissionais da comunicação, entendermos como os seres humanos reagem aos estímulos visuais é muito útil. Não só podemos criar mensagens visuais mais eficientes, como saber os fundamentos da gestalt dá-nos mais capacidade criativa.

Vejamos como os cinco princípios da gestalt influenciam a percepção visual, e como os podemos aplicar ao marketing visual.

Lei da Proximidade

A lei da proximidade afirma que, subconscientemente, percecionamos os objetos próximos como pertencendo a um grupo. Porque o nosso cérebro procura continuidade, este agrupamento subconsciente permite ao cérebro criar uma interpretação da relação entre os objectos.

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Os marketeers e publicitários podem usar a lei da proximidade para criar mensagens divertidas e atraentes, como nos exemplos da imagem. Ao combinar elementos diferentes, colocando-os próximos, criam um novo elemento com bastante impacto visual.

Lei da Semelhança

A lei da semelhança diz que o nosso cérebro percebe objetos com elementos comuns como pertencentes uns aos outros. Seja estes elementos a forma, a cor, o tamanho, a textura ou qualquer outra característica visual.

Esta lei é muito útil na criação de catálogos, em que há a necessidade de organizar objetos distintos num grupo. Uma forma de criar unidade visual entre objectos diferentes é aplicar-lhes características comuns. No exemplo de baixo, os vários sacos têm as mesmas cores, e o fundo único também colabora para ideia de unidade. Isto ajuda o cliente a unir os produtos para um processamento visual mais rápido e fácil.

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Outra forma de aplicar a lei da semelhança é quebrá-la. Se desejamos chamar atenção para um elemento em particular, fazemos com algo nele se separa dos restantes. O anúncio sobre HIV é um excelente exemplo – é impossível não ver a mensagem!

Lei da Completude

De acordo com a lei da completude o nosso cérebro associa elementos desconexos em formas que já conhecemos. Ou seja, completamos os elementos em falta automaticamente, embora seja necessário já termos conhecimento prévio da forma implícita.

Na imagem abaixo temos um exemplo. Num olhar rápido, a nossa mente completa as partes em falta instantaneamente, com duas formas que já conhecemos: círculos e triângulos.

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Encontramos a lei da completude em vários logotipos famosos, como a maçã da Apple ou o panda da WWF.

Lei da boa continuidade

A lei da boa continuidade explica como os nossos olhos procuram formas contínuas e seguem linhas suaves. Isto significa que preferimos interpretar a informação visual como ligada e não desconexa. Por exemplo, ao olharmos para os círculos da imagem abaixo preferimos vê-los como uma linha de círculos do que círculos separados, como na realidade são.

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Devido à tendência do nosso cérebro em ver as linhas com uma direção definida, a lei da boa continuidade é usada em logos ou anúncio para criar imagens contínuas. Nos anúncios do exemplo, a lei da continuidade permite vermos objetos desconexos como um objecto único e íntegro.

Lei da Figura/Fundo

A lei da figura/fundo mostra como o nosso cérebro encontra um foco visual ao separar a figura do fundo. A figura, também chamada “forma positiva”, é a parte da composição à qual prestamos atenção.

Esta lei explica que a figura surge como a parte do elemento visual que nos exige menos esforço cognitivo para processar. Ou seja, é a zona da imagem que nos apela de imediato. O resto do elemento visual seria considerado o “fundo”.

Existem três relações figura/fundo:

  1. Estável – a figura destaca-se claramente do fundo;
  2. Ambígua – nenhuma parte da imagem é claramente figura ou fundo;
  3. Reversível – quer a figura quer o fundo têm a mesma importância. Ou seja, podemos ver um objecto na figura ou no fundo, conforme o enfoque pelo qual optarmos.

Na publicidade embora a relação estável seja a mais comum, a reversível mais desafiante e criativa é a que produz imagens mais surpreendentes e apelativas, como podemos ver nos exemplos em baixo. 

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  • Ao longo do tempo, as teorias da gestalt e da psicologia apoiaram os profissionais da comunicação, de marketeers a designers, a compreender como os seus públicos interpretam a informação visual e dão um sentido ao mundo.
  • O valor dos princípios da gestalt assenta no seu poder de nos ajudar a criar imagens apelativas que envolvem e inspiram à ação do seu cliente.

    Se ficou seduzido pela ideia de aplicar a psicologia à sua comunicação e aproveitar os seus benefícios, contacte a Madde!

    Posted in Comunicação, Design Gráfico

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