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Tendências do marketing digital para 2019 (2 de 4)

Esta semana continuamos a nossa viagem pelas previsões das principais tendências do marketing digital em 2019. E por falar nisso, se ainda não o fez, leia aqui o primeiro artigo desta série.

Não é por acaso que Seth Godin, um dos pais do marketing digital, define o marketing de conteúdo como "the only marketing left". Os profissionais de marketing devem criar conteúdo sobre o que interessa ao seu público.

Na Madde acreditamos que o marketing de conteúdo já faz parte da estratégia da sua empresa e que a integração no seu website de um blogue ou de uma área com informação relevante e atualizada regularmente já é um dado adquirido (para si). 

(Mas caso não seja, não perca tempo a ler este artigo e contacte-nos já pois está a perder negócio enquanto nós temos a solução)

Mas então esta semana vamos falar sobre Marketing de Conteúdo. Sem aprofundar uma definição, para o âmbito deste artigo basta-nos dizer que é autêntico, útil e perfeitamente adaptado à geração digital. Com a certeza de duas coisas para 2019: a) o marketing de conteúdo será cada vez mais importante e; b) a criação e distribuição de conteúdo mudarão.

Consistência, qualidade e especialização

O marketing de conteúdo tem que respeitar dois valores: por lado, deve ser bem construído e relevante, por outro deve ser envolvente.

Esta tendência do marketing digital não se resume à criação de conteúdo. O futuro não passa apenas pela a geração de conteúdo de alta qualidade, mas também pela possibilidade deste ser partilhado em várias plataformas, captando assim os leitores com uma mensagem original e, progressivamente, cada vez mais familiar. Eis um exemplo. Empresas nas mais diversas áreas usam visitas ou demonstrações virtuais dos seus serviços e produtos para atrair clientes, mas no final dos vídeos apresentam também ligações a conteúdos que fornecem informação detalhada sobre esses produtos e serviços, bem como a possibilidade da sua aquisição imediata. Este é um caso em que vários tipos de conteúdo, cada um a tirar o melhor usufruto do local onde é apresentado, comunicam a mesma mensagem e proporcionam a ação do consumidor.

Embora o conceito geral de audiência ainda seja importante, o aperfeiçoamento das medidas de eficácia no marketing digital permite a especialização do conteúdo. Ter uma compreensão mais profunda e sofisticada de um mercado-alvo e ser-se capaz de atingir esse mercado com mais precisão é uma tendência crescente no marketing de conteúdo.

Personalização

Não lhe agrada chegar à sua pastelaria preferida e sem ter que procurar a atenção de um empregado, rapidamente alguém lhe perguntar se o seu pedido é o do costume?

Este tipo de sentimento positivo é o que o conteúdo personalizado pode proporcionar aos clientes que visitam os seus canais online. Acreditamos que as vantagens desta tendência são óbvias, mas vejamos os dados:

  • A Monetate, após inquirir 1.100 profissionais do marketing, descobriu que 94% destes acreditam que a personalização é vital para o sucesso atual e futuro, no online;
  • A personalização aumenta em 20% a passagem do contacto à aquisição (dados DemandGen);
  • O marketing personalizado, com base no perfil do público-alvo estabelecido, tem uma taxa de conversão quatro vezes superior ao marketing genérico (dados Insightera);
  • E o mais importante: os clientes também acreditam na personalização. 53% dos compradores online acreditam na vantagem da personalização e 57% estão dispostos a fornecer informação pessoal para beneficiar da personalização.

Para integrar a personalização no seu website, comece pelo mais simples. Peça em primeiro lugar o nome e o e-mail dos utilizadores para que lhes possa enviar informação útil, um eBook por exemplo. Em seguida, mantenha o contacto com alguma regularidade, oferecendo mais informação útil. Num segundo momento, ofereça algo mais importante e peça aos seus clientes que dêem alguns dados corporativos como o nome da sua empresa, URL do website e dimensão da companhia. Assim, passo a passo poderá ganhar maior conhecimento sobre cada um deles e personalizar a oferta sem "agressividade".

Nichos

O marketing de conteúdo está a amadurecer e com isto surge, naturalmente, alguma saturação. Segundo um inquérito da MarketingProfs, 70% dos marketeers declara que produziu mais/significativamente mais conteúdo nos últimos 12 meses. Perante este cenário, para uma marca se conseguir destacar restam duas opções: 

  1. Criar conteúdo que seja extremamente informativo ou criativo (o que é caro e consome tempo);
  2. Investigar e criar conteúdo para um nicho específico.

O nosso conselho é que olhe "desde fora" para o seu setor: identifique nichos e veja quais os que poderão estar a ser negligenciados pela concorrência. Por exemplo, se atua no setor do turismo... já produziu algum conteúdo para o turismo gastronómico? Ou para o turismo político? Sim isso mesmo! Ou não me diga que não sabe que os chineses adoram conhecer locais com significado para o comunismo - Cuba, Rússia, antiga Jugoslávia, entre outros. 

À semelhança do turismo, há vários nichos por explorar em todos os sectores.

Recriar a criação

Este tópico merecia um artigo por si só. E vai acontecer. Fique atento. Por agora vamos analisar o seguinte: o marketing de conteúdo não se resume a escrever, juntar uns bonecos ou um vídeo e distribuir. É bastante mais vasto.

Cada tipo de conteúdo tem, pelo menos, um meio ideal. Existem vários: artigos de blogue, posts em redes sociais, infográficos, vídeos, webinars, estudos de caso, etc e etc. A lista cresce constantemente.

Esta lista interminável de formatos obriga a uma igual riqueza de competências nos departamentos de marketing. São necessários escritores, designers, animadores, sonoplastas, etc e etc. Infelizmente não são poucos os anúncios de emprego que procuram por um copywriter com competência de redes sociais, edição de imagem, animação, vídeo, áudio, tostas, waffles... Se o departamento de marketing da sua empresa ou a sua agência tem um profissional destes... pelo menos que sejam bons os waffles.

De acordo com o Content Marketing Institute são várias as técnicas usadas pelas empresas de maior sucesso online. Mas as mais populares são, respetivamente:

  • Conteúdo para social media - 83%
  • Blogues - 80%
  • Newsletter por e-mail - 77%
  • Eventos transmitidos em vídeo ao vivo - 68%
  • Ebooks/White Papers - 65%

E não se esqueça que o conteúdo não será só visualizado no ecrã. A Internet of Things (IoT) permite que se possa aceder a informação sem dispor de um ecrã ou sequer usar as mãos - recordemos a Siri ou a Alexa.

Para adoptar esta tendência compreenda a sua audiência, diversifique os meios e conteúdo, abandone o especialista "faz-tudo" e opte por profissionais que tirem bom partido de cada competência.

E de eficaz 

O e-mail continua a ser um meio de comunicação muito importante com milhares de milhões de utilizadores (6.594 milhões segundo a Statista). Seja no trabalho, na escola ou pessoalmente, o e-mail faz parte da nossa vida.

Sobre a importância do email na sua estratégia de marketing, aqui ficam alguns dados:

  • Por cada $1 investido pode esperar $32 de retorno (DMA 2108);
  • 81% das PME´s usam o email como o seu primeiro canal de aquisição de clientes, e 80% para retenção (Emarsys, 2018);
  • O rácio médio de abertura de um email de boas-vindas é 82% (GetResponse 2017);
  • 49% dos consumidores afirma que gostaria de receber emails semanais com promoções das suas marcas preferidas (Statista 2017).

No entanto, o e-mail marketing evoluiu e o envio massivo e indiferenciado é hoje em dia tão mal visto como aqueles panfletos que transbordam a sua caixa de correio. O bom e-mail marketing é uma combinação de personalização e sentido de oportunidade. Isto significa que se tem a capacidade de enviar um e-mail sobre um produto que o utilizador acabou de ver no seu website e, posteriormente, enviar-lhe uma promoção ou um vídeo desse mesmo produto, então o seu sistema é muito eficaz! O e-mail é um dos meios com maior capacidade para motivar o comportamento de compra, especialmente se combinado com o remarketing.

SEO

A relação do content marketing com o SEO continua a ser fundamental para o sucesso da sua estratégia de Marketing Digital. No entanto, verificam-se duas importantes alterações.

As pesquisas por voz representam já 20% das pesquisas no Google em suportes mobile. E se olhar para os seus futuros clientes verá que dos 18 aos 29 anos, 71% usa a pesquisa por voz. Só mais um número assustador: a Amazon prevê que as compras feitas através da Alexa, atinjam os 11.000 milhões de dólares em 2020.

A integração desta tendência no seu marketing de conteúdo passa por abordar a criação do conteúdo de uma forma conversacional. Escreva como fala. Não escreva sobre "As melhores técnicas de marketing para PMEs", escreva sobre "Quais são as melhores técnicas de marketing para pequenas e médias empresas"? E passa por mais umas técnicas sobre as quais poderemos conversar consigo - contacte-nos.

Para além da pesquisa por voz, os algoritmos de pesquisa também se alteraram, reforçando aquela tendência. As "keywords" já não são favorecidas na catalogação. A preferência vai agora para o conjunto de conteúdo sobre um determinado tópico. Por exemplo, se o seu objetivo é tornar-se uma referência no mundo dos ovos, cria uma página "referência" sobre os seus ovos, em torno desta cria outras várias páginas com temáticas associadas (Como fazer doce de ovos? Qual a melhor forma de armazenar ovos?, etc.). Estas outras páginas terão sempre uma ligação à principal. Simples? Claro, o conceito é mesmo esse - necessita de vários ovos para uma boa omelete.

Esperamos ter-lhe aberto o apetite para a semana que vem. Até lá :)