Madde Comunicação
Agência de Comunicação

Dark Social: as interações que acontecem e as marcas não veem

Terça-feira, 8h30. Ainda não bebemos o café da manhã e já conhecemos de cor a viagem de metro até ao trabalho. É sempre igual(mente) aborrecida. Então decidimos pegar no telemóvel e abrir o Facebook para fazer scroll pelo feed. A esperança é encontrar algum conteúdo que nos acrescente valor de alguma forma – seja uma notícia, uma publicação que nos faça rir ou uma marca a anunciar que está com descontos.

Há um restaurante de sushi que na sexta-feira vai ter uma oferta especial para grupos e faz-se luz na nossa cabeça: “eis o programa ideal para juntar os amigos em véspera de fim-de-semana”. Queremos saber a sua opinião, por isso partilhamos o link da página do restaurante no grupo do WhatsApp “Friends4Life”. 

Esta interação acontece, mas a marca do restaurante não consegue localizá-la, medir o seu alcance ou retirar qualquer informação sobre o público que teve contacto com a publicação. Isto porque a partilha foi feita no dark social.

Dark social? 

O termo foi introduzido em 2012 por Alexis C. Madrigal, editor da revista norte americana The Atlantic no artigo Dark social: we have the whole history of the web wrong. O autor refere-se ao dark social como a partilha de conteúdo e interações do social media que as ferramentas de web analytics não conseguem analisar. Por outras palavras, o dark social vive na mesma esfera das comunicações privadas: 

 

  • E-mails reencaminhados;
  • Apps de mensagens instantâneas como o Facebook Messenger, WhatsApp, Snapchat e Instagram Direct;
  • SMS.

 

Já há seis anos, Alexis C. Madrigal alertava para o facto de que as interações visíveis (públicas) nas redes sociais representam apenas a ponta do iceberg do social media. Ao contrário do dark social, estas são facilmente mensuráveis. Por exemplo, a ferramenta Facebook Ads permite-nos avaliar se as interações com uma página de Facebook aumentaram no decorrer de uma campanha patrocinada, bem como qual impacto que uma redução no orçamento diário tem na queda de pesquisas ao longo de uma semana. 

Mais recentemente – em 2016 – o relatório publicado pela RadiumOne (The Dark Side of Social Sharing) revelou que 84% da partilha do conteúdo-web ocorre no dark social, sendo que apenas 9% é feito publicamente no Facebook e 7% noutras redes sociais. O mesmo documento coloca em evidência a atual força do mobile: 62% dos clickbacks que acontecem no dark social surgem através de dispositivos móveis.

Como medir o dark social?

O terreno sombrio onde ocorre a maioria das interações entre usuários é também um terreno de difícil acesso para os profissionais de Marketing, principalmente se a questão em discussão for a análise de métricas. É que o tráfego proveniente do dark social não é considerado como sendo um canal específico pelas ferramentas de web analytics, que o classificam como “tráfego direto”.  Acontece que no tráfego direto também se incluem as visitas aos websites através da escrita do URL na barra de pesquisa (quando a pesquisa é feita de raiz pelo utilizador), bem como os casos em que a visita tem origem em bookmarks (endereços que são salvos como favoritos pelo usuário).

Embora ainda não exista nenhuma ferramenta capaz de medir a 100% o número e a natureza das interações do dark social, já há técnicas comprovadas que ajudam os profissionais de Marketing a compreender que percentagem de tráfego de um website tem origem no dark social. Tome nota:

Google Analytics (GA):

é possível criar um segmento no GA apenas para tráfego direto. Em seguida, excluem-se as páginas que mais facilmente podem ser redigidas na barra de pesquisas ou marcadas como favoritas. Isto para que o resultado final inclua apenas os URL’s longos e complexos com pouca probabilidade de serem escritos pelo utilizador - estes provavelmente terão origem no dark social (e.g. https://www.facebook.com/maddecomunicacao/photos/a.392715957568094/1102765783229771/?type=3&theater). A filtragem deve excluir ainda os returning visitors (utilizadores que retornam), uma vez que esses têm maior probabilidade de aceder ao website através de um endereço redigido no motor de busca ou de um bookmark. O resultado obtido será próximo do tráfego com origem no dark social.

Fonte: Target Internet

 

Botões de partilha:

através do Sharethis é possível criar botões de partilha aos quais são associados URL’s exclusivos consoante o meio onde será feita a partilha (Facebook; Twitter; E-mail; WhatsApp; SMS). Desta forma, é mais fácil avaliar o tráfego gerado a partir de cada botão. O grande senão é que embora estes botões estejam disponíveis ao utilizador, na maioria dos casos este opta por copiar o link da página que lhe interessa partilhar e colá-lo no meio respetivo (normalmente, no dark social pois é o local onde se desenrolam as comunicações privadas).

Redução de links:

a “luz” do dark social também se consegue através de plataformas de redução de URLs, como o Bit.ly. A monitorização é ainda mais completa se forem introduzidos códigos UTM ao link antes de encurtá-lo (estes códigos permitem rastrear a origem das visitas a uma página específica). Os URLs gerados através do Bit.ly são sensíveis às fontes de partilha públicas e às fontes de dark social. Para aceder a uma análise mensal, basta colocar o sinal “+” imediatamente a seguir ao seu endereço Bit.ly na barra do motor de busca. O resultado obtido será semelhante ao que se encontra no gráfico abaixo, a partir do qual é possível concluir que do total de cliques no (38), cerca de 64% (24) teve origem no dark social (E-mail, SMS e Direct Twitter). 

Fonte: Brandwatch

Não há como negar. O Dark Social é uma realidade cada vez mais significativa, tendo em conta que os utilizadores privilegiam cada vez mais plataformas onde possam estar em permanente interação, ao mesmo tempo que mantêm a sua privacidade. 

Dados publicados a fevereiro de 2018 pela IBM Watson e a EConsultancy – que tiveram como base entrevistas a mais de 1.000 profissionais de Marketing europeus sobre o modo como o dark social afetaria a sua atividade – manifestaram que 96% das organizações não está ciente dos desafios trazidos pelo dark social.

Na opinião da Madde, as empresas devem olhar de frente para o dark social e encará-lo como uma oportunidade, ainda que a sua monitorização seja difícil e não existam atualmente técnicas 100% eficazes. O passa-a-palavra continua a ser a melhor publicidade, por isso as marcas devem estimular a conversação sobre os seus produtos/campanhas através de conteúdos adaptados a plataformas de chat, especialmente ao mobile. 

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Psicologia da Cor nos Websites

Não é segredo que a Cor influencia as nossas atitudes e emoções. Sabemos como funciona o processo de aquisição e processamento cerebral. Mas talvez achemos algo “exagerado” quando a QuickSprout nos diz que 85% da razão para a compra de um produto específico se prende com a cor!  Então porque é que este aspecto do marketing continua a suscitar opiniões tão diversas?

Talvez porque grande parte das actuais afirmações, sobre o poder persuasivo da cor na internet, são “palpites”, amostras de” um-caso-que-eu-sei” e pseudo-marketing.

Para nos orientarmos nesta temática convém, então, definir o que é a psicologia da cor, que dados científicos realmente existem e, por fim, como podemos beneficiar deles para o webmarketing.

 

Psicologia da Cor

A psicologia da cor estuda a forma como a cor influencia o comportamento humano. Trata-se de um ramo de investigação das escolas de psicologia comportamentalista e da gestalt.

É, de facto, uma área de estudo tão complicada que leva vários cientistas a recusá-la de todo pela dificuldade em testar as hipóteses científicas.

No entanto, a ciência preocupa-se em identificar as razões para esta dificuldade. Existem factores pessoais, culturais, contextuais que afectam a nossa percepção de cores e, por consequência, a reacção que nos evoca.

Mas a dificuldade em encontrar dados constantes não nos afasta a dúvida – se as flores usam a cor para distinguir os seus públicos-alvo, poderemos nós fazer o mesmo?

 

A Cor e o Branding

A utilização da cor numa marca é um dos dilemas mais importantes de qualquer criativo. E algumas opções tornaram-se “marcas registadas”. Temos o vermelho Ferrari, o azul IBM, as Páginas… amarelas. Até se desenvolveram sites para rapidamente identificarmos quais as cores que determinada marca usa.

Se é verdade que a cor é uma “experiência” pessoal também é que existem padrões mais ou menos abrangentes, conforme a sociedade, de emoções que se lhe podem associar. A análise da literatura científica, sobre a cor, revela-nos que 90% da avaliação de um produto “à primeira vista” envolve a cor – e sabemos a importância das primeiras impressões. Quanto à relação da Marca com a cor, as pessoas tendem a avaliar se é coerente a cor e o que a Marca vende. Aproximamo-nos do conceito de personalidade de Marca, que não só é transmitida pela cor como é, em boa parte, definida pela cor. Esta ideia é reforçada pelos estudos da Psicóloga e Investigadora em Stanford, Jennifer Aaker.

Segundo Aaker podemos agrupar as personalidades, das marcas, em 5 dimensões distintas, com os seus respectivos traços.

A Cor e Personalidade da Marca

Podemos associar cores a estes tipos de personalidade, a cor vermelha à personalidade excitante, o preto à sofisticação ou o azul à competência. Por outro lado, vários estudos demonstram que mais importante que descobrir um estereótipo ao qual a cor se adeqúe, é coordenar a cor com a personalidade criada para a marca. Isto porque dizer que o verde representa calma é retirá-lo de um contexto, onde pode representar preocupação ambiental ou sector financeiro.

Chegamos à conclusão que não existe um dicionário de cores e emoções. Antes um contexto emocional, no qual a cor faz sentido.

Contexto: Marketing Digital

Uma vez que já concluímos que o contexto é a dimensão principal, na psicologia da cor, vamos definir ainda melhor qual o palco que nos interessa. E neste caso, vamos falar sobre o uso da cor no ambiente web.

Vejamos, em primeiro lugar, o utilizador.

A cor e o género

Antes de vermos as cores preferidas de cada sexo, não nos podemos esquecer que estas clivagens são extremamente dependentes de factores pessoais e culturais. A este propósito vale a pena ler o artigo do Smithsonian, sobre o azul e o cor-de-rosa.

Com base no estudo de Joe Hallock, com principal incidência no público norte-americano (79,3% dos participantes), os resultados obtidos apontam para as seguintes dicotomias:

 

A Cor e Genero

 

Para além da forte preferência, de ambos os sexos, pelo azul é interessante reparar a pouca variação nas cores que acolhem o topo das escolhas positivas ou negativas – só o preto e o cinzento são exclusivos de um dos géneros. Exceptuando o roxo, não há grande diferença entre os gostos.

E quanto a outras características da cor como luminosidade ou contraste?

 

A Cor e Genero

 

Aqui já podemos observar grandes diferenças, o que nos dá uma primeira pista de como adequar o uso de cor ao público-alvo.

 

Cor e Conversão de Cliques

Mantendo a nossa máxima de que “não existe a cor perfeita para” isto ou aquilo, como saberemos qual a melhor cor para a maior taxa possível de conversão de cliques (CTR).

Contexto, contexto, contexto! Novamente, o contexto é fundamental. Um botão de cor forte apelativa é certamente melhor que um botão acinzentado - de certeza?

A Cor e CTR

Pelo exemplo acima percebemos que o que destaca um botão, e a acção que lhe queremos associar, é efeito de isolamento. Que podemos definir, de uma forma simples, como a diferença entre um elemento e todo o seu ambiente. Aplicando à cor, devemos optar por uma palete de cores análogos para o website, e para os elementos de acção usar cores complementares. Uma outra abordagem, será criar uma hierarquia de cores/elementos, como no exemplo abaixo.

 

A Cor e CTR

 

Mais um exemplo, da importância do contexto. O exemplo seguinte é dado como prova de que o vermelho é a melhor cor para o call-to-action, uma vez que o botão vermelho teve 21% de cliques a mais que o verde.

Se olharmos com um pouco mais de atenção reparamos que, novamente, o efeito isolamento entra em acção. Na imagem da esquerda, todo a palete de cores é fria e com vários elementos verdes, ao passo que na direita o botão vermelho não tem praticamente concorrência, e destaca-se de todo o conjunto mais frio.

 

Como escolher a cor para o website?

Não nos iremos prender com os significados e emoções das cores, tal relação pode ser vista em excelente detalhe neste artigo da Smashing Magazine. Mas temos que responder à questão. E fazemo-lo de duas formas.

Conceptualmente, já vimos o que apela a um género de utilizador e a outro, já vimos que importa mais o contexto que a cor per si. Falta-nos falar sucintamente dos 3 elementos em que podemos controlar a cor de um site:

 

  • Background – a base onde tudo vai “assentar”. Como tal, convém ser neutro e dar o melhor suporte aos restantes elementos que serão os actores principais. Podemos dizer que a principal palavra, no que toca ao fundo, é contraste. Contraste adequado para apoiar, mas não anular, o texto e botões.
  • Botões - como já vimos, os botões funcionam pela diferença do ambiente. Uma vez que se associam, por norma, a acções positivas para o utilizador não será uma má opção usar a cor da marca, ao invés dum genérico vermelho ou verde. A associação da cor da marca, à acção, colabora para uma percepção mais agradável e confiante do acto de comprar, subscrever ou contactar a marca.
  • Texto – há que distinguir entre texto de leitura e textos de destaque como títulos, ou outro tipo de destaque como claims. O texto de leitura beneficia do contraste, uma vez que proporciona a melhor leitura possível. No entanto, não deve recorrer à cor da marca. Esta deve ser deixada para os destaques, reforçando a importância da cor da marca.

 

Tecnicamente, existem várias ferramentas e fontes de inspiração online:

 

  • Adobe Color CC
  • Paletton
  • Flat UI Color Picker
  • Mudcube Color Sphere
  • Check My Colours
  • Color

 

Em conclusão, ficámos com uma certeza sobre a melhor cor a usar nos sites - depende do contexto. Passado o momento de desapontamento, e se pensarmos um pouco, não é tão mau assim. No fundo estamos libertos de regras, ou dogmas inquebráveis. Uma vez que está dependente de contextos como cultural, de género, do ambiente, da personalidade da marca, a cor também colabora para criar estes mesmos contextos. O que, como profissionais da comunicação, nos permite experimentar e criar novos resultados.

Partilhe connosco as suas experiências com o uso de cor no seu website.

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Tendências do marketing digital para 2019 (4 de 4)

No último artigo desta série de quatro episódios abordamos duas tendências de Marketing ligadas ao extraordinário progresso da ciência. A pesquisa por voz e a inteligência artificial (IA).

Voice Search

Praticamente um terço das 3.5 mil milhões de pesquisas diárias feitas no Google é efetuada por voz. E as previsões apontam que este valor crescerá para os 50% até 2020.

O que representa isto para o Marketing? Sabemos que o Search Engine Optimization (SEO) é vital em qualquer plano de Marketing, por isso está na hora de começar a preparar as suas palavras-chave para o futuro. Pense no que as pessoas poderão dizer em vez do que poderão digitar. Cada vez mais, em vez de alguém escrever “Melhores restaurantes de sushi”, irá perguntar em voz alta “Onde posso comer sushi?”. A equação é simples: se não usar as palavras-chave adequadas à pesquisa por fala, arrisca-se a perder potenciais clientes.

Não só a Voice Search é mais conversacional do que a pesquisa escrita, como a localização é um factor considerado pelo equipamento, uma vez que os smartphones e equipamentos como a Alexa e Google Homes baseiam as suas respostas na localização do utilizador.

Outro ponto muito importante – e que o levará a considerar a Voice Search em 2019 – são os resultados da pesquisa. Quando realizamos uma pesquisa no browser do Google, obtemos centenas de páginas de resultados, daí que não seja difícil que o seu site seja um deles. Mas quando colocamos uma pergunta à Siri, surgem-nos apenas “um punhado” de resultados ou mesmo só um. Se o seu website é um destes resultados, então a taxa de cliques (CTR) será muito maior. Todos os negócios gostam de surgir no topo das pesquisas, mas para isso é crucial adequar a estratégia de SEO da sua marca à pesquisa por voz. 

Além de consultar a Madde, tenha em consideração os seguintes pontos ao preparar o seu SEO em 2019:

 

  • O Google e outros sistemas de pesquisa favorecerem os resultados localmente próximos à pesquisa. Isto ainda é mais evidente nas pesquisas por voz.
  • A maioria das pesquisas por voz via Google apresenta nos seus resultados apenas sites de classificação alta, o que aumenta a pressão sobre as marcas para manterem uma presença relevante e de alta qualidade, de forma a garantirem uma posição de destaque para uma pesquisa específica.
  • Normalmente as pesquisas por voz são interacções mais curtas e pontuais, que buscam informações de uma forma semelhante ao que antigamente se fazia com uma lista telefónica. Esta noção é importante pois significa que, enquanto marca, terá menos tempo para causar uma boa impressão. Ao mesmo tempo, tenha consciência de que a Voice Search provavelmente irá evoluir para algo diferente e mais complexo num futuro a curto-prazo. Antecipe-se e marque o seu território agora!

 

Graças à evolução tecnológica e à imensa penetração dos smartphones no nosso dia-a-dia, a interação verbal aumentará. Esta é a forma de agir preferida das pessoas e os equipamentos estão a proporcionar-lhes esta acção.

Isto traz novos desafios ao Marketing, não só porque falar não é o mesmo que escrever, mas também porque os resultados de pesquisa apresentados pela Voice Search são verbais e frequentemente surge apenas um resultado.

A preparação do seu SEO para a pesquisa por voz exigirá uma abordagem diferente, sendo esta uma área do Marketing Digital que não pode ser ignorada pois os consumidores confiam nesta ferramenta mais do que nunca. Eis um exemplo prático. Em breve, as meta-descrições do seu website deverão ser otimizadas para que se "leiam melhor" em voz alta - ao serem ditas - em vez de manterem o estilo telegráfico usado para uma abordagem de pesquisa baseada estritamente no texto.

Inteligência Artificial

Mil milhões de dólares são quanto o Netflix diz ter poupado graças à IA. Segundo esta empresa, o melhor conhecimento do comportamento dos clientes, proporcionado pela IA, permitiu otimizar as compras e a ofertas dos conteúdos.

E se é verdade que o Marketing Digital ainda se constrói com base nos fundamentos da comunicação humana, também é verdade que já não se pode ignorar o poder da IA em 2019. Na área do Marketing, a IA é atualmente um recurso para analisar padrões de pesquisa, dados comportamentais do consumidor, posts nas redes sociais e blogs, de forma a obter informações importantes, e inclusive para automatizar o atendimento ao cliente. A IA oferece-nos uma análise de dados cada vez mais eficiente, facilitando aos profissionais de Marketing a personalização de conteúdos e experiências para os clientes.

E no fundo é disto que falamos - personalização. Os algoritmos de análise de dados permitem aos sistemas de IA aprender tudo sobre um determinado cliente para selecionar a solução mais provável de atrair essa pessoa. A arte do Marketeer consiste então em saber quais os dados relevantes indicar à IA, considerados não só na análise do comportamento do cliente/potencial cliente, bem como na determinação da solução a apresentar-lhe.

Para integrar a IA no Marketing da sua marca, a Madde:

 

  • Identifica quais as áreas em que a IA pode ajudar. A tecnologia AI deve acrescentar algo ao seu conjunto existente de serviços ou produtos, caso contrário será considerada supérflua. Se a recolha e análise dos seus dados for atualmente ineficiente ou mesmo inexistente, aconselhamo-lo a que use IA.
  • Analisa a ligação entre o mobile e a IA. Em que medida pode usar o telemóvel como unidade central de controlo dos seus serviços e produtos, para si e para o seu cliente?
  • Cria Marketing de previsão, usando a IA para prever o que o cliente desejará a seguir. Utilizando esta tática, a sua marca pode enviar mensagens direcionadas ou realizar compras de anúncios de forma mais estratégica.

 

Melhore as atividades de gestão e conversão de clientes usando a IA – mais um exemplo, aliando a IA aos chatbots. 

As tendências que analisámos nestes quatro artigos são certezas. Algumas já são estratégias maduras e implementadas, outras estão ainda a dar os primeiros passos. Numas ou noutras, os primeiros a adotá-las terão certamente menos custos e maiores proveitos.

Não perca tempo. Junte a sua inteligência à da Madde e ganhe o futuro agora. Em 2019.

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Tendências do marketing digital para 2019 (3 de 4)

Na terceira semana de futurologia, prevemos que 2019 será o ano em que nos deixamos de queixar da RGPD :)  Vá, brincadeiras à parte, acreditamos que o próximo ano será de influência cada vez mais móvel.

Influencer marketing

A utilização de influenciadores digitais não é propriamente uma novidade, mas a sua importância é crescente. Basta repararmos que são vários os influenciadores que têm mais seguidores do que as próprias marcas que representam.

Um relatório da Nielsen apurou que 92% das pessoas online confia mais na opinião de outras pessoas (mesmo que desconhecidas) do que na mensagem das marcas. O Twitter diz-nos que os seus utilizadores se sentem cinco vezes mais inclinados a adquirir um produto se a promoção for feita por um influenciador e não pela marca. Aproveitamos e lançamos-lhe um desafio: faça uma pesquisa comparativa no Google Trends entre "influencer marketing", "print advertising" e "vídeo advertising". Depois partilhe connosco a conclusão a que chegou.

Mais do que reconhecer a sua necessidade no marketing digital, importa perceber como integrar os influenciadores digitais de forma eficaz. Se por um lado os consumidores mostram confiar nas dicas das suas estrelas, por outro também estão mais conscientes da presença das marcas, por isso já não estão tão recetivos às suas mensagens. Na Madde acreditamos que o dilema se resolve adotando duas abordagens principais.

A relação marca/influencer será mais subtil e prolongada. A utilização pontual não só retira credibilidade ao influencer marketing, como potencia o abandono da marca pelo influencer. Ao criar uma relação duradoura, a marca e o influencer crescerão e melhorarão em conjunto.

Se está a perguntar-se se o influencer marketing é dispendioso, a resposta é sim. Mas então se a sua marca/negócio não podem dispensar o marketing de influência, como beneficiar desta estratégia sem estoirar o seu budget?

Considere a hipótese de criar um grupo de micro-influenciadores (até 30.000 seguidores). A Madde aposta nesta abordagem para 2019, por várias razões:

 

 

  • De acordo com o seu departamento de marketing digital, o New York Times diz-nos que um micro-influenciador alcança 60% mais de engagement que uma campanha média. Asseguram o engagement que procura;
  • Os micro-influenciadores são rentáveis, com cerca de sete vezes mais envolvimento dos seus seguidores que um influenciador;
  • Têm mais de 22 vezes o número de conversações que um utilizador normal, gerando o buzz necessário;
  • Quando o propósito é criar brand awareness e exposição, vários micro-influenciadores em várias redes permitem-lhe saturar o mercado com a sua mensagem;
  • Os micro-influenciadores são criadores. Construíram a sua carreira e reputação e têm a capacidade de perceber o seu público, construir a sua mensagem e entregá-la com qualidade. Consegue lembrar-se de melhor parceiro para a imagem do seu produto?
  • Se o seu posicionamento é assente na autenticidade e personalização - micro-influenciadores! Um micro-influenciador cuida da sua comunidade, envolve-se com a mesma, procura estar presente em eventos do seu nicho e convive com os seus seguidores - algo praticamente impossível para um grande influenciador. Disto resulta uma maior confiança da comunidade no micro do que no grande influenciador, pois este último é visto como alguém que trabalha com marcas apenas pelo retorno financeiro.

 

Na Madde usamos duas estratégias principais para beneficiar do marketing de influência com micro-influenciadores:

1.Ao invés de nos preocuparmos somente com volume de "reach", identificamos influencers que partilham os valores e audiência da marca. Partilhamos conhecimentos e usufruímos da importância que dispõe no nicho. O propósito é colaborar.

Em seguida são criadas duas campanhas de marketing. Uma para usufruto dos próprios influenciadores e outra para que estes possam criar percepção da marca na sua comunidade - um snack contente. Por fim avaliam-se as métricas de alcance, vendas e reconhecimento de marca.

2.Como referimos atrás, os micro-influenciadores são excelentes criativos por excelência. Por isso, vale a pena integrá-los no processo criativo do princípio ao fim. O resultado são mensagens mais genuínas, adequadas e atuais. Ninguém melhor do que um influenciador para saber o que liga e desliga as pessoas com gostos idênticos. Para além disto, a integração do micro-influenciador permite alargar o espetro de nichos que o produto pode alcançar. Por fim, deve valorizar-se o feedback que o micro-influenciador pode dar à marca no que respeita a melhorias no produto e ajustes no posicionamento. Este tipo de informação é muitas vezes ignorado, mas pode fazer a diferença entre o flop e o sucesso.

Antes de terminar não podíamos deixar de influenciá-lo. Já pensou em olhar para dentro da sua organização? Provavelmente terá alguns bons micro-influenciadores entre a sua equipa.

Mobile marketing

Reconhecemos que não é uma grande novidade. Nem é preciso uma bola de cristal para chegar a esta previsão - basta um telemóvel. Aliás, qualquer uma das mais de 4 mil milhões de pessoas no mundo lhe podia dizer isto. Sim... 4 000 000 000 de pessoas (dados Statista).

Mais dados:

 

  • Os utilizadores passam, em média, duas vezes mais minutos por dia em navegação de lazer ou compra nos suportes mobile do que nos desktop;
  • Em 2019, 79% dos anunciantes americanos irá gastar mais em publicidade para mobile;
  • 80% do tempo em redes sociais é passado em suporte mobile;
  • 88% dos utilizadores que procuram uma loja no Google mobile, visitam-no no espaço de 24 horas;
  • 89% da utilização em mobile é passada em apps.

 

Porque é que a Madde insiste com os seus clientes para que apostem na criação de mensagens e suportes para o mobile? Por causa disto.

Alcance

Como já referimos, existe uma progressão contínua no crescimento de utilizadores de telemóveis - prevê-se 5 mil milhões de utilizadores em 2019. Destes, mais de 50% refere-se a smartphones.

Pensando nestes números, a promoção em suporte mobile será uma das melhores formas de alcançar o seu potencial consumidor no momento certo com o produto certo.

Volume

Atualmente já não é preciso um computador para visitar um website. Aliás, a nível mundial, mais de 50% dos acessos a websites é feito em smartphones (dados Statista). Por isso, se não tem um site responsive ou uma app está a perder oportunidades de venda.

Exposição

Segundo a Marketingland, os equipamentos mobile são responsáveis por 70% do tempo usado para ver conteúdo digital. Aprofundando este dado, descobrimos que se os desktops e os tablets têm diminuído de importância, os smartphones têm-na aumentado e sem sinal de abrandar.

Para além disto, a comScore diz-nos que a publicidade mobile é mais eficaz do que a desktop, especialmente quando se aproxima a decisão de compra. Sobre este detalhe, é de referir a pertinência da geolocalização para potenciação do comportamento de aquisição.

Pesquisa

A Google informa que desde 2015 a pesquisa em equipamentos mobile é superior à desktop. E a importância do mobile é tão significativa que a Google separou o indicador "pesquisa paga" mobile do desktop. É tão importante que merece uma análise separada. Isto significa que as suas campanhas devem ser pensadas para o mobile e que está prestes terminar a sua oportunidade para se tornar uma referência nesta área, pois em breve estará sobrecarregada.

Rentabilidade

A publicidade em meios tradicionais como revistas ou TV pode tornar-se muito cara, ao passo que o anúncios mobile ainda são sustentáveis para a maioria das empresas. Esta vantagem é importante para a realidade portuguesa onde os recursos financeiros adjudicados ao marketing são sempre escassos. 

Com todos estes bons argumentos, espera o quê para contactar a Madde e planear o seu marketing digital para o próximo ano? Não espere. Garantimos que não só se adianta à concorrência, como lhe contamos em primeira mão as duas tendências que faltam para completar o ano de 2019 (e que as outras pessoas só poderão ler no artigo da próxima semana. Às terças-feiras, como de costume).

Até já :)

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